sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sem criatividade para título.

Para fina (parafina) ou Ju, ou fina flor, ou qualquer outro cocô (lembrando que você adora desenhá-los).



Tudo começou com uma simples frase no intervalo da escola.

"Você gosta de MCR?"


Eu respondi que sim e ainda falei mais alguma coisa, dizendo que eu brigava muito com meu irmão.
Eu tinha 11 anos, pois foi antes de junho de 2006. Usava all star rosa e preto, piercing de mentirinha, lápis de olho e ouvia Evanescence. Juro que até hoje não sei como alguém pôde ter coragem de chegar em uma criatura tão estranha feito eu.


"Diretora, elas tão querendo quebrar a gente na saída"


Era verdade, mas de tanto que aquelas meninas nos odiavam, acabaram querendo virar nossas amiguinhas no final da sexta série. Nessa época tinha o Dilan, a Tilani, o Felipe, a Ana Luiza, a Natasha, aquela menina que eu esqueci o nome que andava com a Tilani no começo do ano... Tinha a Melissa, a Viviane. E várias outras pessoas que legais ou não, fizeram parte dessa partezinha da história feliz.


Nessa época veio o Chico, nosso diário. Veio também as músicas do Cartola. Playcenter, sua câmera from hell que apagava as fotos do nada. Veio chiclete do Piratas do Caribe sabor algodão doce. Veio a Mitologia Grega, o Magno. Exceto pela Fergie e Jack Johson, até aí estamos bem, vai.
Aí depois você ficou mais modernuxa e começou a ouvir CSS e Bonde do Rolê. Ok, eu continuava no MCR, mas já tinha tirado todos os meus pôsters da Amy Lee e Evanescence da parede.
Você pichou sua parede e comprou uma Polaroid e começou a usar esses lenços e, por conta disso, passei a te chamar de índio e John Lennon, mas foi por pouco tempo, porque você me deu um fora básico dizendo que índios tinham estilo. Ok. Veio a época dos foras. Dava m-u-i-t-a raiva quando eu falava alguma coisa empolgada e você dizia "não, filha" ou "não". Aí as respostas foram diminuindo e foram se tornando "n" ou "." ou simplesmente "Juliana parece estar offline". Ah, jujubrazz!


Depois veio 2007. A gente estudava de manhã e tínhamos um professor escritor que um dia nos perguntou o que fazíamos nas horas de lazer. Tinha uns professores engraçados, hm, aquele tal de Nilo, lembra? Que desenhava um "Até logo" na lousa com um desenho de um cara com mó narigão?
Vieram os trabalhos depois da escola, os quais a gente sempre deixava pra fazer depois de ir no orquidário. A gente ouvia Scisor Sisters, Mika, Regina Spektor... Tudo isso no seu Mp4 com meu fone.
Terça feira era dia de redação e a gente gostava por causa disso.



Depois veio 2008. Acho que foi o melhor ano, pelo menos até julho, né? A gente passou a amar inverno, ou pelo menos demonstrar a alegria de ver a fumacinha do frio saindo da boca naquela época. A gente ouvia Vanguart, Mallu, Beatles. Você ouvia Super... Super... Super alguma coisa, que eu não lembro agora, mas ouvia. Daí veio o severino, o Mush, os emoticons do Aipim (que por sinal, você demonstra muito bem nessa foto). Você parou de comer tudo o que um dia já respirou... Ah, claro, teve fevereiro também né! Mas vou deixar pra falar desse dia daqui a pouco.


Pronto, daqui a pouco chegou.
Ah, fala sério, se meu nariz não tivesse saído um pouco avantajado essa foto seria a melhor de todas. A gente tá péssima, mas olha a minha cara de feliz. Não preciso falar nada desse diazinho, mas só pra constar que você tava lá também, né. E POR POUCO eu não te vi chorar. Gentem, nunca te vi chorar. Não ainda, MWAHA! Deixa só eu simular um infarto e... Você vai rir, ok.






Agora a gente tá em 2009. Ê beleza, que bonito, o ano já vai se acabar e daqui a pouquinho será 2010. 4 anos! Passou muito rápido, como pode? 4 anos de coisas que só a gente acha graça.

"Narigudo. Olha que engraçada essa palavra... Presta atenção, meu. NA-RI-GU-DO. hahahaha, muito estranho..."


Apesar de temos passado por uma fase de achar graça até em fanho - tá, fanho você ainda acha graça, vai - e todos amarem sua cara de origami - lembro até hoje de você falando que ia fazer cara de origami e sua irmã esticando a cabecinha pra ver -, foram bons tempos.
Ah, ainda serão né. Vamos viajar muito ainda, vamos nos tornar jornalistas, vamos tirar foto com o Gerard gordinho... Hm, só não vamos pro Islã, tá? Tô com medinho.

E ainda virão muitos e muitos momentos. Tá, essa parte ficou muito "blues estalando os dedinhos", mas vamos parar com isso, po, momentos é só uma palavra no plural. Que mal tem nisso?


Ps. Eu juro que eu ia fazer um vídeo bem fashion star look sensual no YouTube, daqueles de bests 4ever, mas acho que não tem absolutamente nada a ver com a gente hahahaha. Aquelas estrelas abrindo em forma de coração pra mostrar as fotos, uma música eletrônica no fundo e o vídeo terminando com "Good times" ou "Arrasamos"... Não. Melhor não!

Manie.

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Deitada sob a luz vermelha, meia noite de uma quarta-feira, com frio nos pés sem meia, ela sonha em oder acordar, tomar um café bem forte e amargo, fumar seu último cigarro, sair de cachecol e sentir a fumacinha do frio saindo pelas suas palavras, vendo que realmente o tempo está gelado, caminhar com o Sol batendo em seu rosto e se alegrar que a manhã é tudo que ela quer. Pegar um ônibus vazio, carregando seus livros com cheiro de passado e por alguns segundos fechar os olhos através de suas lentes de grau e ver que tudo isso a torna a pessoa mais feliz e única, que torna as coisas mais simples do mundo, na maior felicidade, mais unicamente e simplesmente ela vai acordar, apressada com sono e cheia daquele frio que a fez tirá-la da cama para ter que ir pra sua rotina diária.

O único sonho dela, era transformar tudo isso em uma grande mágia de uma vida fantasiosa, em uma realidade em que sempre irá enfrentar.



(fina)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Jorge.


Às quartas, estava lá, com seu uniforme de trabalho,calça azul e uma camiseta de algodão verde-petróleo, uma botina preta de cadarços corretamente cruzados, laço perfeito. No crachá anunciava seu nome e sua posição de serviço : Jorge Douglas , limpeza das jaulas. Era ótimo nisso, se empenhava ao máximo para cumprir em perfeita ordem seu trabalho. Começava pontuamente, as nove e quarente cinco da manhã , no zoologico municipal de cachoeira do sul. Por mais que a rotina de Jorge fosse cansável, ele nunca faltara no serviço, tinha orgulho de sua profissão. Recebia os visitantes sempre com um grande sorriso no rosto e com baldes e esponjas nas mãos.

Era um rapaz comum, com uma vida aparentemente comum, mais havia um detalhe só que o diferenciava da grande parte da sociedade, Jorge não acreditava em Deus. Em seu aniversário de doze anos, Jorge presenciou a pior cena de sua vida : A morte de seus pais, sua mãe, sempre se sentia infeliz e resolveu terminar sua vida, na sala de jantar de sua casa, inconformado e carregado por tanta tristeza, seu pai resolveu fazer o mesmo. Jorge, ainda com o chapéu de festa na cabeça, ali estarrecido e privado de emoções , pensou consigo mesmo que se Deus, o homem bom e puro que ajudava tantas pessoas, porque nao fez o mesmo com seus pais? Por que os deixou fazerem aquilo? Sobrecarregado da raiva na ausência de Deus naquele momento, passou a desacreditar que havia uma força divina dos céus. E não havia motivo algum que o fizesse mudar de ideia.

Em uma sexta-feira, em sua folga, resolveu ir passear no zoologico, como visitante. Observava os animais e todas as pessoas que por ali passavam, fotografavam e se divertiam com o lugar. Iria ser um dia que por um motivo ia mudar a vida de Jorge. Sentou em um banco e continuou a observar, quando viu uma pequena fresta de luz saindo no meio das plantas, curioso, levantou para olhar mais perto. Uma voz forte começou a chama-lo, meio assustado começou a se aproximar. Era um homem grisalho, sentado, vestindo uma blusa branca e uma calça azul-marinho, usava óculos e tinha uma barba rala.

- Jorge, jorge...finalmente nos encontramos, Jorge! Como está ? Um dia lindo em plena sexta-feira!

Jorge espantadissimo, ficou calado por alguns segundos e virou a cabeça:

- Er..e..u te conheço ?

- Você, nao me conhece, aliás conhece sim, mais não creres em mim.

Paralisado por suas palavras, lembrou na única coisa que não acreditava: Deus!

-Quem é você?

- Sou Deus, Jorge, aquele que você jurou nunca acreditar, e agora está aqui na sua frente, em cores.

Nunca tivemos a oportunidade de nos encontramos, e hoje eu vim até aqui esclarecer os fatos.

Sua mãe, tinha uma vida feliz, não havia riqueza nem grandes poderes materias, mais era casada com um ótimo homem, que era seu pai, tinha um filho perfeitinho, prestativo e que a amava acima de todas as coisas. O'que mais importaria? Nada, mais sua mãe nao deu o devido valor, não reparava em tudo que tinha.

Veja bem, não quero dizer que sua mãe mereceu morrer, mais foi uma escolha dela, uma escolha egoísta , e mais uma vez só pensou em si. Eu tentei mostra-lá que não havia motivos para isso, várias vezes. Evitei ao máximo que pude . Cada um escolhe o caminho que quer seguir, e esse foi o dela. E seu pai, pobre homem, escolheu viver ao lado dela para sempre.

Emocionado ao lembrar da mãe, Jorge começou a chorar, e seguiu ouvindo em silêncio.

- Realmente, espero que tente me entender , nao posso obriga-lo a não ter raiva de mim, e também não posso amenizar sua dor. Só posso dizer a você, que sou orgulhoso por admirar e gostar tanto da sua vida. Você escolheu o lado certo para se viver. Obrigado.

Sem dizer uma única palavra , Jorge abaixou a cabeça, em sinal de arrependimento. E em sua frente não havia mais ninguem.


Passaram-se anos e mais anos, e Jorge realmente compreendeu que Deus a patir daquele momento ,passou a fazer parte em cada detalhe de sua vida. E que Deus não é um homem, não é uma força superior e sim, as decições da vida de cada um.

terça-feira, 28 de julho de 2009

''Que nossa amizade , que ainda pequena dure a eternidade necessária para que vire amor e nao apenas simples lembranças.
(mordidas em mais mordidas, com sorrisos brilhantes seguido de um abraço fofo e quentinho)''



:((((((((((((((

A morte no meu bolso esquerdo.


Quanto ao Bukowski dizer sobre a preparação das pessoas quanto a morte, nao consigo pensar em algo diferente de ''concordo plenamente com ele''.

Acho que cada um deveria pensar na morte, como elas pensam em comprar roupas da moda.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Take your troubles solo, this is the and of you and me.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ju,

quando precisar de um nariz de palhaço é só falar (melhor do que um ombro amigo, que já saiu de moda).




Nariz de palhaço, nova tendência.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Querido professor.

''Ele nunca será Alexandre, sempre o professor'', né manie?
Ah! foi um tempo bom. Naquela escola péssima, gente desinteressada, bagunça, mau-gostos de todos os lados e eis que entra com uma camisa pólo azul-marinho, com uma bolsa tipica de professores legais de filme, livros sobre os braços.

''O'que tú gosta de fazer nas horas vagas?''

Tá frio!
















Iuuuuupi! Só pra comemorar.

domingo, 12 de abril de 2009

A fabulosa história de Atchim e CofCof.




Narizes gigantes, lenços de papel jogados por todo o canto, olhos inchados, cara de psicopata doente, usando casaco em plena praia, tomando suco de abacaxi com mate (tá, o seu tava melhor que eu meu), dor de garganta, graminha, saia apertada (fiquei surpresa por meu estômago permanecer no lugar).




"ATCHIM! Vamos -ATCHIM!- na -ATCHIM!- farmácia?"- diz Juliana idêntica ao mocinho da foto ao lado.


"COFCOF! Tá bem - COFCOF! - vamos".

Mas apesar de tudo isso, temos que pensar de maneira feliz: Adivinha porque estamos tão gripadas? Porque o inverno está chegando! - embora aquelas pessoas na praia ontem não demonstrassem muito isso - MAS NÃO IMPORTA! A gente tava com frio, então tá.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Carta pra Ju.

de: manie in the strawberry field (forever)
para: fina in the sky (with diamonds)

bonjour finê!
cá estou eu, nesse inferno de calor brasileiro, escrevendo-te esta formosura de carta. em minhas joviais mãos estão o lápis serelepe querendo escrever e a folha macia e sedutora se enchendo de letrinhas, aos poucos. mini-tédio, fominhã, soninhõ e etecétera (meu etecétera ficou meio josé wilker).
estou a remexer o esqueleto ao som de Come Together, com meus óculos caindo do meu belo e formoso rosto (aqui um risco ligou o "o" do rosto, até o outro canto da folha e, em seguida, escrevi em letra de forma gigante: PUTA QUE PARIU) começou a tocar Help do nada e eu dei um baita pulo serelepe!
veja só, eu pulando linhas
e mais linhas
por não ter o que escrever!
bateu mini nostalgia quando começou a tocar In My Life :(
there're places that i remember... ( letras.terra.com/beatles - forever haha!)
mini-saudade-zinha do bubaloo azul com gosto de terra e dos inúmeros doces de 2006, que a gente levava pra aula... ai que triste, tá tocando Let It Be :'(
mika, scisor sisters, matt costa, cemetery drive, miojinho serelepe na aula de matemática (a qual eu odiava, mas hoje sinto saudade-zinha) "Você subtrai o dois pelo três, só que tem um porém..." e "a nota do bimestre será dividida em comportamento e caderno..." Fora que ela sempre dizia que não teria prova, mas sempre tinha!
agora bati meus olhinhos no ingressinho do MCR, colado na parede... uau (leia 'uau' 3X). esse showzinho que nos custou dinheiro, correria, ansiedade, lágriminhas, uma calça azul clara e um shorts xadrez, e por aí vai... sem falar nos mini-almoços pós-escola, e dos strogonoffies (strogonoff indie) nas nossas respectivas casas... e o canalzinho com MP4 no ouvido (lei-ase os fones, de preferência)
... fora a troca de prova de inglês, as goiabas em que pisamos, os filmes iranianos que assistimos (-N) e os miúdos que juntamos pra voltar pra casa de ônibus! e claro, as conversas com o ventinho da janela.

bem, minha mãe sempre reclama que eu não tenho um milhão de amigos, como ela tinha, nos 80's da vida, mas eu também sempre me pergunto "pra quê eu quero uma tonelada de amigos se eu tenho uma que vale por todos?" (ok, isso ficou muito romântico, risca isso! ha) não adianta, nunca vou conseguir te mandar uma carta normal... e nem precisa, porque a gente é FROM UK INDIE ALTER EMO HARDCORE, e ao invés de shopping, "nóis vai no gleba de busão", rere.
vou-me indo, chega de escrever!

...te encontro na rodoviária, qualquer dia desses.

manie, JAN/09.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Carta pra Manie.

Carissima Manie.

Essa é a última folha do meu caderno, em vez de eu desenhar um pinto ou um diamante nela, resolvi escrever uma carta pra ti ( prometo tentar levar a sério até o fim) ouvindo aquela última música do cd do Coldplay, com o barulho de fundo da janela, -e por incrivel que pareça-com um ventinho gelado na perna!
Não sei, mais você foi a pessoa que me acompanhou e ainda acompanha , na fase mais quente da minha vida! Veja só, minhas paixôes, despaixões, gostos, conhecimento de novos lugares, países, cidades, o amor por frio, vento, livros, fotografias,giz-de-cera, pinguins (agora sem trema).
As melhores caras de Ray foi com você e os piores dias, com noticias ruins e calores infernais, lotados de português corretinho e armações de óculos sem lente! Suéter de brechó e tênis de vovó nós vestimos! Nos fantasiamos de aborigenes e palhaços seriais killers, pela rua, tomando sorvete de cookie.
Até mesmo eu lendo Bukoswki você guentô ouvir.
Quando você rebolava até o chão ouvindo Jasseron em alta-rotação, eu paquera na internet e tirava fotos com zoom.
Fizemos pic-nic, só com torrada e leite-de-soja-de-coco em plena segunda- feira, no meio da praia, em cima de uma toalha de banho! Depois de uns dez minutos fomos embora por conta de você ter horário no psicologo, graças a O Mês de Julho de 2008, que nos mergulhou em depressão semi-profunda.
Mais agente não liga, afinal, fomos no melhor show das nossas vidas! Desde então.

Manie, a música já repetiu quinze vezes.

Um brinde com chá a nós! E que venha cada mês de 2009, até o fim.



Fina

domingo, 4 de janeiro de 2009

Natal


As luzinhas de Natal estão se apagando aos poucos e o cheirinho de Natal está desaparecendo lentamente.
As pessoas estão desmontando suas árvores e guardando os enfeites em caixinhas, as mesmas de sempre, que ficam em cima do guarda-roupas esperando o ano seguinte.
Com o passar dos dias não haverá cerejas nem ameixas, e o panetone também vai dar um adeus temporário.
E o Natal se vai aos poucos, até não sobrar nem uma fruta cristalizada pra contar história.