sexta-feira, 25 de julho de 2008

good-bye july.


Julho... Sempre gostei desse mês. Dançar a quadrilha na escola, me vestir com aquelas roupinhas com estampas de xadrez colorido, chapéu de palha, fazer pintinhas na bochecha e passar batom. Cheiro de vinho quente com gostinho de maçã – do – amor... Mas esse ano foi diferente. Foram três meses de espera para um simples dia que não foi tão simples assim. Dessa vez eu não me vesti com vestidinhos de estampa xadrez, nem usei chapéu de palha. Continuo comendo maçãs – do – amor exageradamente, mas eu estava ansiosa por outro motivo: rever meus amigos.
"Por que as pessoas legais moram longe?", boa pergunta. E eu gostaria de ter uma resposta tão boa quanto.
Eu os vi, os abracei, os amassei, apertei a bochecha de quase todos eles... Mas agora já passou, e eu tenho que contar mais doze meses pra começar de novo.
Dias bons passam rápido... As tardes cansativas demoram, demoram e demoram... O tempo é tão injusto.


good-bye july.


(manie)

doce julho


''Faltam 82 diasss!'' e foi assim até chegar o mês mais esperado do ano, por mim. Eis que chegou, e já terminou, num passe de mágica.
Havia inumeros motivos para o tão querido julho. Eu iria vêr a pessoa que eu mais gosto, assim.
E não vi, tá.
Eu fui viajar, isso fez eu esquecer alguns dos milhares probleminhas e tediosos dias que eu tenho.
Eu desenhei, fiz um blog, me apeguei a um ser feio-bobo-chato, eu perdi horas da minha vida fazendo nada, eu engordei uns cem quilos, enfim..
Agora é como se eu não estivesse em lugar nenhum, em mês nenhum. Tá ruim. Não quero mais.
Quero voltar com a minha contagem, eu quero pegar um papel e começar a escrever, eu quero muito perder minha vergonha, eu poderia ficar o dia inteiro tremendo de frio na frente da janela
uvindo Zeca Baleiro e contando pra que chegue meia-noite.


(fina)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Paris, te amo



"Mostrei a ela meu bairro,
meu bares, minha escola.
Apresentei meus amigos.
Meus pais.
Escutei-a enquanto ensaiava.
Sua canções, suas esperanças,
seus desejos.
Sua música.
E você escutou a minha.
Meu italiano, meu alemão, meu russo.
Te dei um walkman,
e você uma almofada.
E um dia,
ela me beijou.
O tempo passou.
O tempo voou.
E tudo parecia tão fácil...
tão simples.
Livre.
Tão novo e único.
Fomos ao cinema.
Fomos dançar.
Fazer compras.
Nós rímos.
Você chorou.
Nadamos, fumamos.
Nos machucamos.
De vez em quando, você gritava.
Sem razão.
Às vezes com razão.
Sim, às vezes com razão.
Te acompanhei até o conservatório.
Estudei para minhas provas.
Escutei seus canções, suas esperanças.
Seus desejos.
Escutei sua música.
E você escutou a minha.
Estávamos unidos.
Tão unidos.
Cada vez mais unidos.
Fomos ao cinema.
Fomos nadar.
Nós ríamos juntos.
Você gritava.
Às vezes com razão.
E às vezes sem razão.
O tempo passou.
O tempo voou.
Te acompanhei até o conservatório.
Estudei para minhas provas.
Me escutou falar em
italiano, alemão, russo e francês.
Estudei para minhas provas.
Você gritava.
Às vezes com razão
O tempo passou, sem razão.
Você gritava.
Sem razão.
Estudei para minhas provas.
Provas, provas...
O tempo passou.
Você gritava.
gritava, gritava..."



-de 'paris, te amo' (é lindo, assistam, sério.)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Tédio

O telhado do vizinho é realmente muito interessante, porém cansativo. O armário está farto de potes e pacotes, mas nada te interessa. A máquina fotográfica parece estar te observando, mas você não está com a mínima vontade de fotografar. A pipoca não tem gosto, o frio não te inspira a fazer nada, músicas legais se tornam cansativas, o livro sobre a mesa te dá sono e o sono não vem. O telefone toca sem parar fazendo com que você sonhe em atacá-lo pela janela e depois poder pisar nele com toda a força. Mas meias não esquentam seus pés, a TV só te faz querer ser-fazer- ter o que não pode. Suas roupas coloridas se tornam um imenso preto e branco e o café te faz dormir.
... tédio, como eu odeio o tédio.


(manie)

domingo, 13 de julho de 2008

Procura-se você.

Deve ser quase duas da manha, meu estomago ronca, meus olhos estão pesados e há um nó em minha garganta.
Mesmo com coisas tão boas acontecendo não consigo dormir, nao hoje. A TVE ligada soa barulhos indecifraveis. Um vento fraco e gelado passa pela porta, os carros correm lá fora e eu aqui, com uma expressão fria.
Coisas que eu pensei estar dando certo, estão desmoronando, eu nao deveria estar gostando assim. A vida dele é muito diferente da minha, ao mesmo tempo, somos muito iguais.
Tudo que eu estava procurando, encontro facilmente nele.
Eu nao poderia ficar aqui suspirando, por ele, afinal, não nos conhecemos. Eu posso estar errada, ele nao quer ningue ao seu lado, mais ao mesmo tempo, eu sinto que ele precisa de mim, e eu dele.

(calma galera, é ficção)

Ô palhaço de Deus.

Com um pó branco sobre seu rosto e uma pesada maquiagem em seus olhos, o palhaço que em festinhas, lojas, esquinas, faz sorrisos por aí, está agora, sentado torto , cabisbaixo, em um sofá sujo e rasgado, chorando caladamente durante horas.

Levantou se e foi até o banheiro , diante do espelho, limpou seu rosto - no momento sem expressão alguma- andou uns quatro passos até a cozinha, abriu o frasco de seu rémedio anti-depressivo, despejou sob suas mãos, engoliu um por um - setenta e oito comprimidos.

Foi assim, os ultimos momentos daquele que alegrava pessoas, disfarçando sua infinita tristeza, através de cilios postiços e um grande nariz vermelho.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

colher de chá.


Quero chorar de rir, ou chorar de não conseguir sorrir. Quero tudo, com nada em minha volta.

Sob a janela.


Sob janelas, sobre o muro. All stars, revistas de desenho japonês, lápis, borrachas... Tempo nublado, ventinho frio. Paz, sossego e folhas em branco.
São poucos os ônibus que por aqui passam. Da janela acima se ouve o vizinho cantar desafinado. Na frente do prédio, técnicos conversam sobre a TV quebrada. Na garagem, meninos jogam futebol e meninas utilizam os espaços para brincar de casinha.
Jornais jogados pelo salão de festas... Um velhinho de boné acaba de entrar e está conversando com o porteiro.
E agora, sentei-me embaixo de uma árvore e comecei a desenhar. Desenhei pessoas e mais pessoas. Adoro desenhar pessoas.
O céu está escurecendo e eu preciso subir para o apartamento de meus avós. Subo o elevador; o mesmo elevador de sempre, nada mudou dentro dele. Aperto o nono andar e aguardo. Caminho pelo corredor em direção ao apartamento noventa e sete e giro a maçaneta. Não há ninguém na cozinha. Na sala, vovó assiste à novela encolhida em um cobertor. No quarto, entre partituras, palhetas e notas musicais, está vovô, tocando seu velho violão.
Vou para a cozinha buscar biscoitos de goiabada e café; depois me junto à vovó. Encolho-me no cobertor junto com ela e deito sobre seu ombro. Ela abaixa a TV e começa a contar histórias de quando era mais nova. Logo depois, vovô sai do quarto e senta-se no outro sofá, com seu violão, obviamente. Obviamente, porque ele nunca o larga. Quase nunca.
- O café está na cozinha, Mauro. – diz ela, olhando para a TV.
A novela acaba e ela vai para a cozinha preparar um bolo. Eu fico na sala ouvindo meu avô tocar músicas e mais músicas, sozinho em seu mundo de notas musicais.
Não demora muito para vovó voltar para a sala e ligar o DVD. Logo começa o famoso “Fun in Acapulco”, do Elvis. Meu avô acompanha cada música que toca e vovó cantarola em meus ouvidos, as mesmas canções do filme.
Com o tempo vou adormecendo e só acordo quando ouço sua voz, gritando lá da cozinha:
- O bolo está pronto!

Texto para meus queridos avós, sempre presentes querendo o meu bem.
(texto por manie, foto por fina)

terça-feira, 8 de julho de 2008


Pensar como Amarante

ser lindo como Chico,

ser perfeito como Amarante

escrever como Chico

amar o Amarante

sorrir que nem Chico

fumar como Amarante

(jogar charme como Beth Carvalho)

Sêr como eles, o'que é O Impossivel, darling.

sábado, 5 de julho de 2008

Ana Júlia, literalmente.

Eu caminhava despreocupada de um lado ao outro, em minha cidade cidade.

Literalmente de um lado ao outro da cidade.

Fui ao zoológico, despreocupada.

Parei na jaula dos macacos.

Era pra ser um passeio feliz, mas por causa de meu descuido...

Macacos me mordam!

Literalmente macacos me mordam.

Andando mais um pouco despreocupadamente, no meio da chuva forte,

avistei um cavalo com uma pata quebrada.

Literalmente tirei o cavalinho da chuva.

Fiquei feliz com a minha boa ação e fui comemorar sozinha,

despreocupadamente, num restaurante não muito longe.

Chamei o garçom e pedi macarrão à puttanesca com bastante molho.

O garçom tinha uma barba, uma barba gigante, uma terrível barba.

Literalmente eu pedi para que ele tirasse as barbas do molho.

Na volta para casa, avistei um sujeito careca, baixinho e gordo.

Literalmente eu me perguntei: "Será o Benedito?”.

Chegando em casa, finalmente fui dormir.

Literalmente sonhei com os anjos.

(Mariany)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

sonho está online

fina diz:
PROMETEMOS e SONHAMOS mais de uma vez, uma casa cheia de livros, de rascunhos, papeis amassados, homens jogados pela sala, apostilas da faculdade, vinho esparramado pelo carpete, computadores desligados, luz amarela, cozinha cheia de bordados, atrás da porta, uma cabideira pendurando nossos casacos, luvas, lenços.
Com uma cortina bem bonita e uma janeloooona refrescante para entrar aquele ventinho gostoso com um pouquinho de felicidade.

manie diz:
Tomaríamos chá no café- da- tarde, com cookies pra ficar mais divertido. Passaríamos as tardes lendo livros legais, escrevendo crônicas e mais crônicas, estudando... Estudando, pois estaremos numa faculdade de jornalismo, e estudar é fundamental; escrevendo carta para os parentes e amigos distantes, ouvindo música boa num rádio bonito. Não teríamos telefone, porque isso é muito chato e tem um barulho ensurdecedor. Teríamos uma estante cheia de livros e filmes legais. Mariany poderia ter uma panela em forma de dinossauro gordinho e a Fina poderia ter a TV no formato do rosto do Woody Allen.

fina diz:
Não sobraria espaço pára futilidade, nem pensamentos ruins. Tentar andar seria uma tarefa dificil, devido aos tênis e fotos espalhados. Amelie, a gata, dormiria embaixo da pia, e tomaria sol-zinho na janela.Teria um cinzeiro pára nosso melhor amigo, o redator do jornaleco que trabalhariamos. Um armario ficaria localizado numa parede amarelada, com divisões para as coisas verde-limão de mariany e as curtas e quentinhas roupas vermelhas de Juliana.

manie diz:
Aos fins – de- semana, convidaríamos alguns amigos – amigos legais, fofos e inteligentes, amigos de faculdade – para passar a tarde lá em casa, alugar um filme legal... Ou melhor, já teremos aquela tal da estante... Risca o ‘alugaríamos’. Poderíamos passar as tardes de sábado jogando algum jogo legal, dançando, desenhando coisas engraçadas um no rosto do outro, comendo pipoca... E as tardes de domingo sairíamos de casa para os diversos lugares de um paraíso de contos de fadas. Livrarias, cinemas, praças, barzinhos, cafeterias...

fina diz: Uma caixa de remédios para as dores-de-cabeça de Juliana. Um aquario para as lagrimas da Mariany juntinho com um peixe dourado.

manie diz:vou assoar o nariz peraê.

fina diz: vou arrumar minhas malas e te encontro na rodoviaria.


(Juliana e Mariany)

terça-feira, 1 de julho de 2008

_apenas, uma arvore_explicação como é uma arvore para um cego_

_ nao respira, nao se mexe, nao fala. Fria e coberta de folhas, a arvores transmite de certa forma, beleza e tédio.
Representando a beleza: alta, robusta,cheia de curvas e cascos.
o tédio: intacta, chata e muda.
Talvez venham do além, fica além do chao, na maioria das vezes sao verdes- cor de natureza, cor de coisa limpa, cor de respirar.
Aspera e florida, na primavera.
Nua cria-se um tapete ao seu redor, constituido pelas cores, das flores e o perfume das folhas. Outono: estação tão misteriosa quanto ela.
Lar para os passaros e seres-zinhos com asa; sombra para nós, fonte de inspiração para grandes teoremas, paisagem para fotografia, portal para os duendes virem até cá ( são apenas teoremas,certo?!)
Sinta a arvore, plante uma, desenhe várias, crie centenas e descreva apenas, uma arvore.


(Juliana)