segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Bob!


Aqui é a Manie, e hoje eu tô feliz. Eu ganhei um cachorrinho! Wow, isso não é coisa para se postar no blog, mas eu quero postar, então vou postar ha!

Ele é um ilhasa (pelo menos eu acho que é assim que se escreve) e nasceu no dia 20 de novembro de 2008. Agora ele tem um mês e nove dias!

Assim que olhei para a carinha amassada que ele tem, o nome que me veio na cabeça foi Bob! Wow, Bob me lembra o Fantástico Mundo de Bob! Bem, tantas coisas me lembram Bob que resolvi botar esse nome nele, sendo que todos aqui em casa não queriam, até que eu os convenci de que seria Bob, e ficou assim!


Bob, da esquerda pra direita, ou da direita pra esquerda, continua sendo Bob.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Aqui é a Manie, pra infelicidade de todos vocês (se é que tem alguém lendo o nosso blog quase morto)




Esse cara seduzindo corações aí em cima é o Scott Joplin, e eu botei a foto dele aqui porque eu consegui tocar exatos 21 segundos de The Entertainer. Palmas para mim (acho que devo ganhar um troféu de 'meia pianista' ou 'um terço de pianista' ou 'desista manie, você nunca vai tocar nem teclado, nem piano' ou quem sabe mais algum outro). Só tiro música pela metade e isso quando eu CHEGO na metade. Mas ninguém quer saber disso, então vou parar de digitar coisas inúteis.


Piruetas!

Uma pirueta,
Duas piruetas,
Bravo, bravo!
Superpiruetas,
Ultrapiruetas,
Bravo, bravo!
Salta sobre a arquibancada
E tomba de nariz...
Que a moçada
Vai pedir bis!

(Piruetas - Chico Buarque)

She's the walrus, goo goo g'joob.


Natal é uma época tão boa... Quiçá a melhor época do ano, para nós. (para-fina a festa junina também é uma boa época - com excessão de dois mil e oito). Falta pouco pra uma hora da manhã e o meu teclado é realmente muito barulhento e minha mãe já me disse duas vezes: "Digita isso com calma! Isso não é uma máquina de escrever!"


Ah, fazia tempo que nós não postávamos aqui e hoje eu resolvi postar alguma coisa. Eu tô com um pouco de sono e não agüento mais ver panetone na minha frente. A Fina tá na casa da vó dela e depois vai fazer uma longa tourneé por esse Brasil e eu só vou poder vê-la novamente em fevereiro. Ah, isso é ruim! Tá, eu vou passar um tempo no litoral norte e vou ver alguns amigos de São Paulo, dia 18 de janeiro, mas nada melhor do que quando ela tá aqui. É muito simples: "Alô? Manie, vamos sair?" "Ahsim, me encontra no prédio branco em meia hora"

(Claro, tem dias que minha mãe não deixa ou chove, ou até não achamos roupa e nos encontramos com cara de ray, mas isso não vem ao caso).


Agora terei de esperar até fevereiro pra poder encontrá-la no prédio branco.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A pequena acreana.

Joyce é uma menina de 14 anos que saiu da tranqüilidade de Rio Branco, no Acre, e veio passar um tempo em Santos, na casa de sua tia, a fins estudantis. É diferente ter alguém da outra ponta do país na sua classe, mas muitas pessoas não levam por esse lado. Diante das várias brincadeiras de mau gosto que os alunos passaram a fazer sobre ela, escondia-se alguém como qualquer outra pessoa, querendo voltar para casa para rever sua família.

São Paulo e Acre são dois estados muito diferentes, obviamente. O que você ainda não se habituou a fazer aqui?
J.: Esse horário de verão ta me confundindo completamente... Demorei pra me acostumar com o horário daqui e, de repente, muda novamente. Ta sendo mais difícil acordar bem mais cedo do que eu costumava acordar lá.

Além da sua família, do que você sente falta?
J.: Das festas que minha mãe fazia lá em casa, quase todos os finais de semana. A gente chamava alguns parentes e amigos, fazíamos comida boa e ouvíamos as músicas que a gente gosta. Aqui eu não faço mais isso... Sinto falta.

Do que você menos gostou ou ficou assustada quando viu aqui em Santos?
J.: Aqui há muito mais carros, ônibus, motos, do que lá. Às vezes o barulho das buzinas me irrita. E na minha antiga escola ninguém falava um palavrão sequer, mas não por não poder e sim por não estar acostumado a falar. Na escola daqui, se um aluno esbarrar no outro sem querer na escadaria já se ouve três palavrões de uma vez!

Do que você mais gostou de Santos?
J.: Eu gostei da praia! Eu nunca tinha visto o mar e quando o vi pela primeira vez a única coisa que tive vontade de fazer foi passar a minha vida inteira mergulhando nele!

Você sente muita saudade da sua família lá em Rio Branco... Se você tivesse que escolher entre voltar para lá ou vir morar aqui com a sua família, o que você escolheria?
J.: Eu preferiria trazê-los para cá, sem dúvida. Eu gosto muito do Acre, mas aqui há muito mais oportunidade de emprego... Aqui qualquer pessoa faz algum curso, faculdade... É bem melhor.

Ainda há algum lugar que você gostaria de conhecer aqui em Santos?
J.: O horto... Dizem que é muito bonito. E eu nunca fui no Mc Donald’s, coisa que para vocês é bem normal. Eu também gostaria de ir lá, qualquer dia.

E no mundo? Que lugar você gostaria de conhecer?
J.: A Inglaterra! Mas antes eu tenho que aprender inglês e ter muito dinheiro... Mas calma, uma coisa de cada vez! Se eu já sinto saudades dos meus familiares, morando aqui em Santos, imagine se eu for pra Inglaterra! Oh... Não, por enquanto não!

Você pretende voltar para o Acre ou vai esperar seus familiares aqui em Santos?
J.: Eu volto no ano que vem... Não dá, não consigo viver longe deles...

“Ah... Eu não posso falar muito na minha família lá no Acre... Eu já fico com lágrimas nos olhos... Saudade é ruim”, diz Joyce, finalizando.


Por Mariany Bittencourt.

A rotina incansável... Ou seria cansada?

Dia-a-dia. Acordar cedo, tomar um café corrido, vestir a mesma roupa de sempre, correr para não perder o ônibus, passar um longo período do dia fazendo algo que você não gosta e que não lhe da a mínima vontade de seguir em frente. Depois, voltar para casa num ônibus lotado, cheio de gente fedendo, com fome, estressada. Trânsito, crianças chorando, gente gritando, música de má qualidade tocando na padaria... Chegar em casa, comer alguma coisa e arrumar tudo para o dia seguinte, que será a mesma coisa.
Nem sempre a rotina de uma pessoa é tão estressante quanto a essa, mas a maioria dos trabalhadores sofre de stress por causa disso. Muitas vezes, as coisas que uma pessoa faz, são exatamente iguais todos os dias. As donas de casa, por exemplo, lavam, passam, cozinham, muitas delas cuidam dos filhos, estudam... Algumas nem trabalham, mas sua rotina as cansa completamente.
Muitas pessoas trabalham no que trabalham por que não tiveram opção, ou será que não gostam do seu dia-a-dia por não terem se esforçado lá atrás?
A vida não é fácil, não mesmo. Mas ela seria muito mais fácil se as pessoas se esforçassem para ter a vida que sempre quis. Nada é impossível, basta correr atrás do que você realmente quer. Eu quero ser jornalista e fazer faculdade fora do Brasil. Vocês acham que alguém da minha família me apóia?
“Você está louca! Morar na Argentina? Você nunca foi pra lá. Como você vai se sustentar sozinha? Teu pai não pode te manter fora do país, num apartamento. E o aluguel, a conta de luz, o telefone...”
Isso não me anima. Eu sei que minha mãe pode estar um pouco certa sobre isso, mas se eu não correr atrás do que eu quero, eu não vou conseguir nunca. Não quero fazer uma faculdade em São Paulo e morar numa república de estudantes, pra depois me formar e voltar para Santos e trabalhar como qualquer coisa num jornal qualquer, sem vontade. Até lá eu vou ser maior de idade e ninguém vai controlar o que eu devo ou não fazer. Posso passar fome, posso não ter onde morar, mas em casa eu não fico depois dos dezoito. Conheço pessoas que conseguiram o que queriam porque lutaram por isso e sofreram até conseguir, sem desistir no meio do caminho. As pessoas trabalham em qualquer coisa só pra garantir o aluguel, a conta de luz, de água, de telefone, a comida, a vestimenta... As pessoas optam pela forma mais fácil. Fazem um concurso público, passam e ganham dinheiro. Às vezes eu acho que a vida é muito fácil e que são as pessoas que fazem com que ela seja difícil.
Portanto, se você quer dar a volta ao mundo, dê. Você vai sofrer, não vai ser fácil, mas qual é o problema disso se no final, se você realmente se esforçar, você vai conseguir o que tanto quer? Tem gente que sonha em ser músico e desiste porque acha que tocar um instrumento é muito difícil. Sim, tudo na vida é difícil, mas se você não persistir até o fim, nunca vai conseguir nada.

Não desista do que você sonha. Não se torne mais uma cara emburrada no meio da multidão de um ônibus.

sábado, 25 de outubro de 2008

Primavera

Primavera.
Época em que ainda se vê pessoas agasalhadas pela rua. Casacos verdes, vermelhos, floridos, coloridos... Uma porção deles. O sol é ainda mais brilhante e o céu bem mais azul. As árvores iluminam as tardes com seus verdes intensos. Por mais que o barulho ensurdecedor dos carros furiosos andando pela rua tome conta do ambiente primaveril, é possível ouvir a alegre canção dos pássaros, seja sobre as árvores, ou mesmo sobre o telhado vizinho. Há também, o barulho dos passos incansáveis do atleta que corre pela calçada, e os passos cansados da pobre senhora que tenta atravessar a rua. O sol vai esquentando o dia, mas o frio da estação anterior ainda não passou. A poça d’água que a chuva deixou sobre o asfalto ofusca a visão e a sombra que o sol nunca alcançará, não ofusca, fazendo com que eu deixe de olhar para a poça e passe a observar a sombra que o guarda-chuva fechado deixou sobre o chão da cafeteria. Apesar de meus olhos estarem descansados de tanta cor e brilho, os meus ouvidos continuam a ouvir as buzinas dos automóveis, os freios das bicicletas, os passos corridos das pessoas atrasadas para o trabalho, o som da canção dos pássaros, o ruído de cortinas se abrindo, o rádio, a TV... E no meio disso tudo, estão elas, dando mais cor ao dia primaveril: as flores
Eu estava aqui em casa, olhando pro céu, deitada na cadeira do computador, com bob’s no cabelo. Tava calor e frio ao mesmo tempo, estranho. Olhei pra janela e achei melhor sair de casa. Fiquei lá embaixo, tomando solzinho, escrevendo esse texto. Eu estava com criatividade, mas não sei se ficou bom. Quando terminei de escrevê-lo, achei que faltava alguma coisa. Foi quando eu tive a idéia de fazer algumas perguntas depois do texto, perguntas sobre a primavera, para serem respondidas por pessoas diferentes umas das outras. São perguntas sem muita criatividade, mas o que eu espero são respostas criativas. Todas as “entrevistas” que eu já fiz, me matei em conseguir perguntas criativas, e as pessoas não foram tão criativas ao responder. Desta vez foi diferente. Como eu não sou nenhuma jornalista profissional, comecei perguntando para a minha entrevistada vip, minha mãe! É engraçado, mas eu prefiro começar assim.

O que a primavera te lembra?
Márcia: A primavera me faz lembrar a rua onde eu morava quando era pequena, com um monte de gente jogando bola no meio dela. A gente com mais ou menos onze anos de idade, correndo descalços pelo prédio... Quando penso em primavera, lembro disso antes mesmo de pensar em flores!

Quando você abre a janela, você gosta de observar as flores?
Márcia: Prefiro observar o céu... Talvez haja flores por lá.

Descreva o que é um dia primaveril para você.
Márcia: Um dia com um sol fraco, pessoas com roupas leves... Andar pelas ruas e reencontrar-se com antigas pessoas da minha infância. À noitinha, ver pessoas sentadas em barzinhos falando do seu dia-a-dia... Um ventinho frio.

Na sua opinião, como será a primavera futuramente?
Márcia: Na minha opinião, as quatro estações já não existem mais como antigamente, devido aos problemas ambientais. No futuro, talvez não exista mais a primavera. Pode ser que haja a vizinhavera, a mãevera, a irmãvera... Mas primavera não!


Logo em seguida, fiz as mesmas perguntas a uma amiga, que eu tinha certeza de que teria respostas criativas.

O que a primavera te lembra?
Juliana: Aquelas noites meio frias, meio quentes. Luzes amarelas iluminando as pessoas que andam devagar pelas ruas cheias de poças. Resto de chuva, folhas secas grudadas no meio fio. Flores desabrochando em meio à multidão.

Quando você abre a janela, você gosta de observar as flores?
Juliana: Hoje em dia, são as raras vezes que encontramos uma flor, seja na primavera ou não. Na maioria das vezes que abro a janela, eu fecho meus olhos. E sinto o ar. O cheiro do trânsito, do sal da praia, o cheiro de cimento da construção lá embaixo. Paisagem pra mim é sinônimo de tédio.

Descreva o que é um dia primaveril para você. Juliana: O botão indicando térreo do elevador, piscando; aquele sol forte, logo de manhãzinha; são seis e quarenta. As árvores lotadas, molhadas da chuva da madrugada; a brisa gelada bate, enquanto ninguém a sente; as pessoas se esquecem de sentir o aroma da primavera, porque o tempo é curto; elas andam atrasadas, enquanto as árvores exalam PRIMAVERA. Eu sinto; eu sorrio enquanto o Sol aquece meu cabelo e o vento bate de leve no meu rosto. As flores amarelas balançam, as vermelhas caem no chão e as azuis não existem.

Na sua opinião, como será a primavera futuramente?
Juliana: O tempo pode passar e destruir a primavera, pra mim será sempre aquela lembrança de finalzinho de inverno, e flores enchendo as árvores e casas por aí.

Cleiton- A dose do dia.


Sábado. Começado o horário de verão.
''qual vai ser a boa, hoje hein?''
-Hahahaha! ''dia de ver o cleiton-zinho, claro''.
-''Pera, hoje é sábado. O dia de ver ele é sexta''

hum, verdade.
caminhamos um tantão. Passamos pelo caminho que ele faz pra ir na academia, ou pra voltar pra lojas de cd.
Tá.
Chegamos, na hora de atravessar. Pára.
Foi uma remexida de ombros, uma parada respirátoria momentanea.
-''Ahhh! tá lá, é ele! Oh não, aquela lá? Isso, é a mulher dele sim.''
-'' Oún, ele tá com roupa de ginástica, ah mais ela é tão sem graça''.

Vamos seguir, lógico.
Corre. Corre mais rápido.

-''não aguento''.

Não dava pra correr mais, tava muito na cara.

-''aqui que é a rua do ex lá... hahahaahaha!''
-''sério, não, corre, ele atravessou! corre!''.

Oún, ele olha pros dois lados pra atravessar a rua.
Isso não é demais?
Um namoro acaba, né?

''-chega''.

Sábado.
A menor dose de Cleiton do dia, mais que adocicou o sábado.

''Agente só aceita, se for só nosso. Agente reparte certinho, tá?''.
(fina)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Aniversários em branco e preto.

Trimmmmmm!
Disparou o relógio.
Hora de acordar, são seis e quarenta.
Levantou, calçou as botas, comeu uma torrada, fechou o zíper da calça.
Escovou os dentes e foi pra sua rotina, que talvez, depois daquele dia
Passasse a ser diferente pra ela.
Ela acabara de completar seus dezoito anos.
( tão esperados) dezoito.
Anos de sua então, finalmente:
LIBERDADE! Ou não.

(fina)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

blábláblá

Colocando suas botinas cor-de-laranja fluorescente, imaginando colocar sapatos de um verdadeiro piloto de avião, sonhava em trocar seu cabelo enrolado multi-colorido por um chapéu e um oculos escuro, charmoso.
Abrindo um estojo largo e comprido cheio de cores de sombra, pó compacto, blush, blá blá blá, querendo que fosse um imenso painel de controle. Aqueles mesmo, cheio de botoes vermelhos, misteriosos, piscantes.
Segurando o pincel delineador de sombrancelhas, perto da boca: ''aqui quem fala é o comandante Marcelo Neves #003 - repetindo- desejando vos uma otima viajem, segurança e conforto. Hoje o tempo está limpo, um pouco cinza, mais teremos uma bela decolagem. Obrigada por escolherem nossa companhia aerea".

(pausa)
(suspiro)

Por ultimo, o nariz vermelho, rendondo - sem graça-.

Olhou-se no espelho, um ultimo retoque nos lábios.
Pegou o casaco, verificou as luzes e saiu voando.

De vez pegar o onibus 67, que ia direto pro circo, pegou o 43- destino aeroporto.

No aeroporto, pessoas apressadas, pessoas anonimas, pessoas e pessoas.
O delicioso barulho dos motores, soavam como música para ele.
Aquele homem, colorido, maquiado, admirando o céu com aqueles enoormes pássaros motorizados. vrummm vrummmmmmmm.
Os olhos brilharam, as mãos começavam a suar, a maquiagem a borrar.
Quando um homem, alto, penteado, brilhando, o cutucou de leve.

''Senhor?'' disse.
''erg..eu?'' respondeu meio confuso com a situação.
"Vou ser sincero, você realmente me chamou atenção, não pela sua roupa, mais pela sua admiração, pela sua sensibilidade vendo os aviões decolando, coisa simples para muitos aqui.''
contou seguido de um sorriso, limpo e claro.
''É, tirei um dia de folga. Só isso'' timido e curto.
''Prazer, sou o piloto de um daquelas belezas.'' - apontou para um dos aviões pousados.
E queria te mostrar ele todo, achei o senhor bem interessado. Topa?''

Foi quando o sorriso saiu, finalmente. Os olhos brilharam tanto, que precisava de um oculos para não cegar quem o visse.

''Isso não o atrapalharia? quer dizer..você deve ser um homem bem ocupado. Ah! Topo!'' riu.

(caminharam até o avião)

''Então aqui, nesse botão serve pra pouso de emergencia, aqui para a descida, aqui para aceleração...''
As palavras começavam a embaralhar. Os botôes ofuscavam a vista.
Eram cansativas, tediosas até.
Eram muitos detalhes. Muitas horas. Era tudo muito complexo.
Os acentos eram chatos e sem graça.
A altura lhe causava nauseas.

Eis a decepção.
A vontade era de não voltar mais.
O sorriso já desaparecera de seu rosto.

Então, visualizou o circo, a rotina e suas roupas cheia de gliter, lantejoulas, canutilhos dourados cheio de vida, de alegria, esperança e vontade.

Desde então, vive por aí, viajando pelas cidadezinhas, o mais querido palhaço de todos.

(fina)

sábado, 13 de setembro de 2008

Delirio da madrugada.

As horas voavam, o tempo corria,
os dias se passavam
a moça insista pra que ela não fosse embora.
Algo batia na porta.
A moça estremeceu. O tempo parou
e a porta continua a ser batida.
O coração da moça batia e o tempo parou.
O coração da moça parou e o tempo corria.
Os dias se passaram, e ela foi embora.
A moça foi embora e o tempo batia na porta.
O tempo se foi e o coração estremecia.
Algo insistia nas horas. Ela se foi.
A moça parou. O coração bateu.
Os dias se passaram e a moça foi embora.
O coração da moça batia, parou.


(fina)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mais deixa eu fingir e rir.

Com os olhos fechados, tento imaginar o'que seria melhor p'ra mim, mas não me vem nada.
Preciso andar em lugares nunca vistos, tenho que passar por ruas desconhecidas, tenho que esquecer que moro aqui. Tenho que esquecer que a vontade de não querer comer, piscar ou até mesmo dormir não fará bem p'ra mim.
Tenho que olhar pruma folha de papel, prum livro, prum copo de bebida e sorrir, e não despreza-los.
Tenho que me contentar com os seres humanos e com minha rotina.
Tenho que viver a minha vida mesmo, do'que viver músicas e vontades impossiveis.
Tenho que sair desse mundo cheio de claridade e buzinas.
Preciso de menos cores e menos Sol, ao mesmo tempo preciso de noites quentes com vento gelado.
Tenho desejo de viajar, desejo de só ver grama e pessoas passando rápido.
Preciso de menos olhares estranhos e mais afeto.
Mais horas de sono e mais colos aconchegantes.
Menos noticia e mais verdades.
Menos vida.
Mais filmes doque documentários.
Mais realidade doque filmes.
Mais nada.
Menos tudo e mais um pouco.


(fina)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Era uma tarde eternamente solitária. O único barulho que ouvia era das patinhas de seu cachorro e do vento entrando pela janela.No momento, a garota sozinha, está deitada de barriga pra baixo no chão de sua sala, com algumas folhas coloridas em volta e com uma caneta em sua mão esquerda. Não há nada a fazer. O cabelo está desarrumado e o velho pijama não sai de seu corpo á alguns dias.
Ela se sente arrepiada. Seu cachorro se aproxima. Seu cachorro apóia-se sob as costas geladas da garota.
Ela passa a mão em seu rosto e não consegue sentir seu calor ou seus movimentos.
A garota se sente aflita e arrepiada. A garota não é a mesma.
Ela não entende. Ninguém a entende.
A garota está morta.
A garota está morta e ninguém entendeu, ninguém quis entende-la.
Ninguém a entendia, e agora a garota está morta.


(fina)

aviso.

Aviso aos seres humanos que eu vejo na rua todas as manhãs:
Por favor, tratem de desenhar sorrisos em seus rostos, pois eu não agüento mais acordar cedo e me deparar com um bando de zumbis.

domingo, 24 de agosto de 2008

natural blues.


Além do final do domingo estar péssimo, sou obrigada -literalmente- a ler um livro depressivo, cheio de drogas e com desgraça jorrando. Será que a escola nao tem como mostrar a realidade de outra forma? Eu, por exemplo, nao vou mudar um centimetro da minha opnião e do meu modo de ver sobre as drogas. Será que os ''jovens'' vão? hmmmm..

A voz suave de Paul me ajuda a re-erguer os animos, mais nada assim, muito grandioso.

Sabe quando tu sente que só vc tá em camera lenta e o resto do mundo está voando? então! é assim que eu estou agora.

Deve ser a grande quantidade de filmes ingeridos ( com duas pedras de gelo, por favor)


''qual vai ser a de hoje, hein?''


(aproveito aqui, os parenteses p'ra dizer que esse post é o mais nonsense de todos)


o mundo inteiro girando como uma roda-gigante..hmm drogas né?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Anne Frank.

" 'O papel tem mais paciência do que as pessoas'. Pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia deprimida e estava em casa, sentada com o queixo apoiado mas mãos, chateada e inquieta, pensando se ficaria ou se sairia. Finalmente fiquei onde estava, matutando. É, o papel tem mais paciência, e como não estou planejando deixar que ninguém mais leia esse caderno de capa dura que geralmente chamamos de diário, a não ser que algum dia encontre um verdadeiro amigo, isso provavelmente não vai fazer a menos diferença."

(O diário de Anne Frank - página 16).

sábado, 2 de agosto de 2008

Será? será?

Do jeito que eu ando tão pensando nesse tédio acho que a solução é escrever.
Mais será que resolve?
Será que eu guardando pra mim só, já não melhora? Senão, do'que adiante perder minutos, horas, dias, escrevendo? Para os outros lerem e criticarem? Ou pra gravar nosso pensamento no papel?
Será por isso os jornalistas, escritores, têm vidas diferentes dos demais? Ou será que eles são seres superiores e têm a imensa capacidade de transformar vontade, sentimento, pensamento, noticia, em linhas e mais linhas, onde cada um póde imaginar de um jeito, ou, mudar o pensamento do escritor em outro pensamento?
Será também que quem escreve é uma pessoa confusa? Ou será que o mundo chegar ser tão sem graça que quem escreve só pensa no dinheiro que vai ganhar inventando estórias e reportagens pra causar polemica ou para distrair as pessoas com a finalidade que elas esqueçam por alguns minutos a vida chata e apressada que elas vivem?
Tudo isso eu não faço a minima, gostaria de ter alguma resposta, mais acho que eu só consiga mesmo, eu mesma respondendo, através da escrita. Talvez sim, talvez não.

(fina)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Imaginar pra não chorar

Estaria feliz com um quarto todo branco, com uma cama branca, com algumas canetinhas, lençóis brancos, uma maquina fotografica polaroid, uma geladeira com coca-cola e suco de laranja, um rádio e um manequim branco.
O quarto seria arredondado, com uma pequenina janela de frente pruma arvore sem folhas com um fundo branco. Ocuparia meu tempo colorindo o chão e riscando as paredes, eliminando meu odio e tédio pelo mundo.
Eu ofereceria copos de suco para o meu companheiro de quarto ( o manequim branco) ele teria tatuagens de canetinha por todo o corpo e vestiria uma meia-calça colorida.
Com o passar dos anos as lindas paredes brancas estariam feias e com fotos coladas nelas, e eu gostaria disso, isso iria me trazer uma certa calma.
No rádio só tocaria beethoven, e aos fim-de-semana ouviria Beatles o dia inteiro.
Da janela eu alcançaria a árvore e amarraria linhas desfiadas do meu suéter e daria nós nos galhos.
Eu viveria muito bem no meu mundo, no meu quarto, na minha imaginação.

(fina)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

good-bye july.


Julho... Sempre gostei desse mês. Dançar a quadrilha na escola, me vestir com aquelas roupinhas com estampas de xadrez colorido, chapéu de palha, fazer pintinhas na bochecha e passar batom. Cheiro de vinho quente com gostinho de maçã – do – amor... Mas esse ano foi diferente. Foram três meses de espera para um simples dia que não foi tão simples assim. Dessa vez eu não me vesti com vestidinhos de estampa xadrez, nem usei chapéu de palha. Continuo comendo maçãs – do – amor exageradamente, mas eu estava ansiosa por outro motivo: rever meus amigos.
"Por que as pessoas legais moram longe?", boa pergunta. E eu gostaria de ter uma resposta tão boa quanto.
Eu os vi, os abracei, os amassei, apertei a bochecha de quase todos eles... Mas agora já passou, e eu tenho que contar mais doze meses pra começar de novo.
Dias bons passam rápido... As tardes cansativas demoram, demoram e demoram... O tempo é tão injusto.


good-bye july.


(manie)

doce julho


''Faltam 82 diasss!'' e foi assim até chegar o mês mais esperado do ano, por mim. Eis que chegou, e já terminou, num passe de mágica.
Havia inumeros motivos para o tão querido julho. Eu iria vêr a pessoa que eu mais gosto, assim.
E não vi, tá.
Eu fui viajar, isso fez eu esquecer alguns dos milhares probleminhas e tediosos dias que eu tenho.
Eu desenhei, fiz um blog, me apeguei a um ser feio-bobo-chato, eu perdi horas da minha vida fazendo nada, eu engordei uns cem quilos, enfim..
Agora é como se eu não estivesse em lugar nenhum, em mês nenhum. Tá ruim. Não quero mais.
Quero voltar com a minha contagem, eu quero pegar um papel e começar a escrever, eu quero muito perder minha vergonha, eu poderia ficar o dia inteiro tremendo de frio na frente da janela
uvindo Zeca Baleiro e contando pra que chegue meia-noite.


(fina)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Paris, te amo



"Mostrei a ela meu bairro,
meu bares, minha escola.
Apresentei meus amigos.
Meus pais.
Escutei-a enquanto ensaiava.
Sua canções, suas esperanças,
seus desejos.
Sua música.
E você escutou a minha.
Meu italiano, meu alemão, meu russo.
Te dei um walkman,
e você uma almofada.
E um dia,
ela me beijou.
O tempo passou.
O tempo voou.
E tudo parecia tão fácil...
tão simples.
Livre.
Tão novo e único.
Fomos ao cinema.
Fomos dançar.
Fazer compras.
Nós rímos.
Você chorou.
Nadamos, fumamos.
Nos machucamos.
De vez em quando, você gritava.
Sem razão.
Às vezes com razão.
Sim, às vezes com razão.
Te acompanhei até o conservatório.
Estudei para minhas provas.
Escutei seus canções, suas esperanças.
Seus desejos.
Escutei sua música.
E você escutou a minha.
Estávamos unidos.
Tão unidos.
Cada vez mais unidos.
Fomos ao cinema.
Fomos nadar.
Nós ríamos juntos.
Você gritava.
Às vezes com razão.
E às vezes sem razão.
O tempo passou.
O tempo voou.
Te acompanhei até o conservatório.
Estudei para minhas provas.
Me escutou falar em
italiano, alemão, russo e francês.
Estudei para minhas provas.
Você gritava.
Às vezes com razão
O tempo passou, sem razão.
Você gritava.
Sem razão.
Estudei para minhas provas.
Provas, provas...
O tempo passou.
Você gritava.
gritava, gritava..."



-de 'paris, te amo' (é lindo, assistam, sério.)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Tédio

O telhado do vizinho é realmente muito interessante, porém cansativo. O armário está farto de potes e pacotes, mas nada te interessa. A máquina fotográfica parece estar te observando, mas você não está com a mínima vontade de fotografar. A pipoca não tem gosto, o frio não te inspira a fazer nada, músicas legais se tornam cansativas, o livro sobre a mesa te dá sono e o sono não vem. O telefone toca sem parar fazendo com que você sonhe em atacá-lo pela janela e depois poder pisar nele com toda a força. Mas meias não esquentam seus pés, a TV só te faz querer ser-fazer- ter o que não pode. Suas roupas coloridas se tornam um imenso preto e branco e o café te faz dormir.
... tédio, como eu odeio o tédio.


(manie)

domingo, 13 de julho de 2008

Procura-se você.

Deve ser quase duas da manha, meu estomago ronca, meus olhos estão pesados e há um nó em minha garganta.
Mesmo com coisas tão boas acontecendo não consigo dormir, nao hoje. A TVE ligada soa barulhos indecifraveis. Um vento fraco e gelado passa pela porta, os carros correm lá fora e eu aqui, com uma expressão fria.
Coisas que eu pensei estar dando certo, estão desmoronando, eu nao deveria estar gostando assim. A vida dele é muito diferente da minha, ao mesmo tempo, somos muito iguais.
Tudo que eu estava procurando, encontro facilmente nele.
Eu nao poderia ficar aqui suspirando, por ele, afinal, não nos conhecemos. Eu posso estar errada, ele nao quer ningue ao seu lado, mais ao mesmo tempo, eu sinto que ele precisa de mim, e eu dele.

(calma galera, é ficção)

Ô palhaço de Deus.

Com um pó branco sobre seu rosto e uma pesada maquiagem em seus olhos, o palhaço que em festinhas, lojas, esquinas, faz sorrisos por aí, está agora, sentado torto , cabisbaixo, em um sofá sujo e rasgado, chorando caladamente durante horas.

Levantou se e foi até o banheiro , diante do espelho, limpou seu rosto - no momento sem expressão alguma- andou uns quatro passos até a cozinha, abriu o frasco de seu rémedio anti-depressivo, despejou sob suas mãos, engoliu um por um - setenta e oito comprimidos.

Foi assim, os ultimos momentos daquele que alegrava pessoas, disfarçando sua infinita tristeza, através de cilios postiços e um grande nariz vermelho.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

colher de chá.


Quero chorar de rir, ou chorar de não conseguir sorrir. Quero tudo, com nada em minha volta.

Sob a janela.


Sob janelas, sobre o muro. All stars, revistas de desenho japonês, lápis, borrachas... Tempo nublado, ventinho frio. Paz, sossego e folhas em branco.
São poucos os ônibus que por aqui passam. Da janela acima se ouve o vizinho cantar desafinado. Na frente do prédio, técnicos conversam sobre a TV quebrada. Na garagem, meninos jogam futebol e meninas utilizam os espaços para brincar de casinha.
Jornais jogados pelo salão de festas... Um velhinho de boné acaba de entrar e está conversando com o porteiro.
E agora, sentei-me embaixo de uma árvore e comecei a desenhar. Desenhei pessoas e mais pessoas. Adoro desenhar pessoas.
O céu está escurecendo e eu preciso subir para o apartamento de meus avós. Subo o elevador; o mesmo elevador de sempre, nada mudou dentro dele. Aperto o nono andar e aguardo. Caminho pelo corredor em direção ao apartamento noventa e sete e giro a maçaneta. Não há ninguém na cozinha. Na sala, vovó assiste à novela encolhida em um cobertor. No quarto, entre partituras, palhetas e notas musicais, está vovô, tocando seu velho violão.
Vou para a cozinha buscar biscoitos de goiabada e café; depois me junto à vovó. Encolho-me no cobertor junto com ela e deito sobre seu ombro. Ela abaixa a TV e começa a contar histórias de quando era mais nova. Logo depois, vovô sai do quarto e senta-se no outro sofá, com seu violão, obviamente. Obviamente, porque ele nunca o larga. Quase nunca.
- O café está na cozinha, Mauro. – diz ela, olhando para a TV.
A novela acaba e ela vai para a cozinha preparar um bolo. Eu fico na sala ouvindo meu avô tocar músicas e mais músicas, sozinho em seu mundo de notas musicais.
Não demora muito para vovó voltar para a sala e ligar o DVD. Logo começa o famoso “Fun in Acapulco”, do Elvis. Meu avô acompanha cada música que toca e vovó cantarola em meus ouvidos, as mesmas canções do filme.
Com o tempo vou adormecendo e só acordo quando ouço sua voz, gritando lá da cozinha:
- O bolo está pronto!

Texto para meus queridos avós, sempre presentes querendo o meu bem.
(texto por manie, foto por fina)

terça-feira, 8 de julho de 2008


Pensar como Amarante

ser lindo como Chico,

ser perfeito como Amarante

escrever como Chico

amar o Amarante

sorrir que nem Chico

fumar como Amarante

(jogar charme como Beth Carvalho)

Sêr como eles, o'que é O Impossivel, darling.

sábado, 5 de julho de 2008

Ana Júlia, literalmente.

Eu caminhava despreocupada de um lado ao outro, em minha cidade cidade.

Literalmente de um lado ao outro da cidade.

Fui ao zoológico, despreocupada.

Parei na jaula dos macacos.

Era pra ser um passeio feliz, mas por causa de meu descuido...

Macacos me mordam!

Literalmente macacos me mordam.

Andando mais um pouco despreocupadamente, no meio da chuva forte,

avistei um cavalo com uma pata quebrada.

Literalmente tirei o cavalinho da chuva.

Fiquei feliz com a minha boa ação e fui comemorar sozinha,

despreocupadamente, num restaurante não muito longe.

Chamei o garçom e pedi macarrão à puttanesca com bastante molho.

O garçom tinha uma barba, uma barba gigante, uma terrível barba.

Literalmente eu pedi para que ele tirasse as barbas do molho.

Na volta para casa, avistei um sujeito careca, baixinho e gordo.

Literalmente eu me perguntei: "Será o Benedito?”.

Chegando em casa, finalmente fui dormir.

Literalmente sonhei com os anjos.

(Mariany)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

sonho está online

fina diz:
PROMETEMOS e SONHAMOS mais de uma vez, uma casa cheia de livros, de rascunhos, papeis amassados, homens jogados pela sala, apostilas da faculdade, vinho esparramado pelo carpete, computadores desligados, luz amarela, cozinha cheia de bordados, atrás da porta, uma cabideira pendurando nossos casacos, luvas, lenços.
Com uma cortina bem bonita e uma janeloooona refrescante para entrar aquele ventinho gostoso com um pouquinho de felicidade.

manie diz:
Tomaríamos chá no café- da- tarde, com cookies pra ficar mais divertido. Passaríamos as tardes lendo livros legais, escrevendo crônicas e mais crônicas, estudando... Estudando, pois estaremos numa faculdade de jornalismo, e estudar é fundamental; escrevendo carta para os parentes e amigos distantes, ouvindo música boa num rádio bonito. Não teríamos telefone, porque isso é muito chato e tem um barulho ensurdecedor. Teríamos uma estante cheia de livros e filmes legais. Mariany poderia ter uma panela em forma de dinossauro gordinho e a Fina poderia ter a TV no formato do rosto do Woody Allen.

fina diz:
Não sobraria espaço pára futilidade, nem pensamentos ruins. Tentar andar seria uma tarefa dificil, devido aos tênis e fotos espalhados. Amelie, a gata, dormiria embaixo da pia, e tomaria sol-zinho na janela.Teria um cinzeiro pára nosso melhor amigo, o redator do jornaleco que trabalhariamos. Um armario ficaria localizado numa parede amarelada, com divisões para as coisas verde-limão de mariany e as curtas e quentinhas roupas vermelhas de Juliana.

manie diz:
Aos fins – de- semana, convidaríamos alguns amigos – amigos legais, fofos e inteligentes, amigos de faculdade – para passar a tarde lá em casa, alugar um filme legal... Ou melhor, já teremos aquela tal da estante... Risca o ‘alugaríamos’. Poderíamos passar as tardes de sábado jogando algum jogo legal, dançando, desenhando coisas engraçadas um no rosto do outro, comendo pipoca... E as tardes de domingo sairíamos de casa para os diversos lugares de um paraíso de contos de fadas. Livrarias, cinemas, praças, barzinhos, cafeterias...

fina diz: Uma caixa de remédios para as dores-de-cabeça de Juliana. Um aquario para as lagrimas da Mariany juntinho com um peixe dourado.

manie diz:vou assoar o nariz peraê.

fina diz: vou arrumar minhas malas e te encontro na rodoviaria.


(Juliana e Mariany)

terça-feira, 1 de julho de 2008

_apenas, uma arvore_explicação como é uma arvore para um cego_

_ nao respira, nao se mexe, nao fala. Fria e coberta de folhas, a arvores transmite de certa forma, beleza e tédio.
Representando a beleza: alta, robusta,cheia de curvas e cascos.
o tédio: intacta, chata e muda.
Talvez venham do além, fica além do chao, na maioria das vezes sao verdes- cor de natureza, cor de coisa limpa, cor de respirar.
Aspera e florida, na primavera.
Nua cria-se um tapete ao seu redor, constituido pelas cores, das flores e o perfume das folhas. Outono: estação tão misteriosa quanto ela.
Lar para os passaros e seres-zinhos com asa; sombra para nós, fonte de inspiração para grandes teoremas, paisagem para fotografia, portal para os duendes virem até cá ( são apenas teoremas,certo?!)
Sinta a arvore, plante uma, desenhe várias, crie centenas e descreva apenas, uma arvore.


(Juliana)

domingo, 29 de junho de 2008

Sabe... Eu estou aliviada. Domingo, quase segunda-feira, tédio e gripe. Costumo transformar meus sentimentos em palavras e é isso o que eu vou fazer agora.
Certas coisas não são aceitáveis, pelo menos para mim. Eu vou fazer uma ‘continuação’ do texto que a Juliana – faz tempo que não a chamo assim – postou agora pouco. Assunto? Internet. Não falo da Internet bem aproveitada, utilizada pra conhecer novos amigos, pesquisar coisas novas, ouvir música nova ou algo do gênero. Refiro-me à Internet de hoje em dia em questão aos adolescentes. Não todos, óbvio, mas a maioria da famosa ‘moda, oi sou alternativa-indie-emo-cem por cento strike’... Ops, Strike não. Strike é modinha. O bom mesmo seria ‘The Kooks’ ou quem sabe ‘Yeah Yeah Yeahs’. Não estou julgando as bandas até porque eu gosto delas. O que estou julgando é a maioria desses adolescentes que se consideram legais por ouvi-las, as transformando então, em ‘bandas alternativas da moda underground’.
Isso é uma pena, mas não vem ao caso. O que quero relatar aqui é o que a internet está fazendo com essas criaturas. Como a Juliana disse, a sociedade impõe coisas, digamos, absurdas às pessoas. Portanto, se você não é magrinha, não tem uma tatoo de estrelinha no pescoço, não tem cabelo longo até o pé, não tem olhos claros... Você não é um ser bem visto nessa tal sociedade. Então se encham de Capricho e batons, para só assim, ser bem visto pelas pessoas. Essa sociedade faz com que muitos adolescentes tentem ser diferente. Mas alguns extrapolam, e aí entra a ‘Internet’.
Uma vez Juliana disse: "Basta você ver um perfil com duzentos e cinqüenta livros no ‘books’ com um bando de autor conhecido e desconhecido... Se você realmente lê/leu tudo isso, não botaria numa coisa tão estúpida como o orkut. Quem realmente lê, não bota ‘amo ler’ ‘leio a lot’ ‘ler é vida’ no perfil. E às vezes, essas pessoas nem leram isso tudo. Quiçá leram as duas primeiras páginas e depois o final e por último a sinopse. Daí ACHAM que leram alguma coisa e botam lá no orkut pra todos verem e o acharem fodão... Até porque, tem que ler muita Clarice Lispector e ouvir Yeah Yeah Yeahs, minha gente".

Vamos acordar amiguinhos! Vamos ver o mundo de uma outra maneira, porque o mundo não é o orkut! Hellôôô!
Muitas pessoas são completamente diferentes na Internet. Você conhece alguém na internet com um gosto legal, daí conhece pessoalmente e vê que não tem nada a ver com o que ‘dizia ser.
O fato é que as pessoas se preocupam muito com a imagem que vão passar para os outros
Se você gosta de Simple Plan ao invés de Yeah Yeah Yeahs, trate de falar que gosta de Simple Plan, oras! Se você prefere chinelos à All Star de oncinha, use chinelos! Se você prefere a lanchonete do tio Fábio à Starbucks, vá na lanchonete do tio Fábio! Se você gosta de ler a Série Vagalume, não diga que ama ler Clarice Lispector nem Agatha Christie. Seja você mesmo! O mundo seria realmente muito melhor se as pessoas fossem o que são de verdade, com seus próprios gostos e não se baseassem numa simples página na internet.


(Mariany Alves)

Besteirinhas do final-de-semana

Realmente teve um fato engraçadissimo esses dias por aí.
Eu acho super legal as pessoas aderirem a internet como modo de se expressar, de fazer amizades, coisas assim.
Tenho computador desde que nasci, nasci na era borbulhante da tecnologia, é pois é. Mais aí, as pessoas começam a estrapolar, literalmente.
Vamos logo pro que interessa: Orkut-barra-moda-barra-personalidade-barra-naoaguentomais.
A sociedade é a pior coisa que existe.Ela te manipula de uma forma assustadora.
A moda é amiga da sociedade, eu e Mariany nao combinamos nadinha com essas duas coisas.
Profiles, about-me, nick's, fotos, roupas, sapatos, oculos-de-sol. Pequenas coisas que tranformaram a vida dela num inferno (só por enquanto, que isso vai acabar. tô te falando)
Copiar uma pessoa é horrivel. Forjar uma amizade pra ter roupas legais em sua volta, ser oque voce nao é pra andar com pessoas com tenis legais.
Cadê a personalidade? realmente pessoas assim são tão vagas, tao pequenas, tao insignificantes, tão imaturas.

Realmente eu acho que eu e Mariany nao nascemos normais.
Cerebros avançados, cabeças interligadas com pessoas de bem.
é assim que somos e só vamos pra frente, sendo AUTENTICAS toda-vida.

queridos, nao chinguem, nao imitem e nao pisem na grama.
Sim,´esse texto é comédia e é uma indireta, senão uma direta.


Adios.

sábado, 28 de junho de 2008

A criação.

Pensamos numa coisa mais sofisticada como um site proprio para crônicas, assuntinhos e afins.Mais não, decidimos que aqui seria perfeito, nomes proprios, escritores, leitores assiduos, etecetara.
''Qual vai ser o nome hein?!''

aqui estou, meia-noite e vinte e dois, sem meias e com vontade de expor minhas vontades momentaneas..mais hmmm e a imaginação?!
na cabeça as coisas ficam bem mais faceis, mas quando pegamos a caneta..

Enfim, agora sou uma pessoa completa: sou blog-era, quê mais oque?!

Acendam seu cigarros e encham de açucar seus cafés e mãos-a-obra.

(Juliana)