terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mais deixa eu fingir e rir.

Com os olhos fechados, tento imaginar o'que seria melhor p'ra mim, mas não me vem nada.
Preciso andar em lugares nunca vistos, tenho que passar por ruas desconhecidas, tenho que esquecer que moro aqui. Tenho que esquecer que a vontade de não querer comer, piscar ou até mesmo dormir não fará bem p'ra mim.
Tenho que olhar pruma folha de papel, prum livro, prum copo de bebida e sorrir, e não despreza-los.
Tenho que me contentar com os seres humanos e com minha rotina.
Tenho que viver a minha vida mesmo, do'que viver músicas e vontades impossiveis.
Tenho que sair desse mundo cheio de claridade e buzinas.
Preciso de menos cores e menos Sol, ao mesmo tempo preciso de noites quentes com vento gelado.
Tenho desejo de viajar, desejo de só ver grama e pessoas passando rápido.
Preciso de menos olhares estranhos e mais afeto.
Mais horas de sono e mais colos aconchegantes.
Menos noticia e mais verdades.
Menos vida.
Mais filmes doque documentários.
Mais realidade doque filmes.
Mais nada.
Menos tudo e mais um pouco.


(fina)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Era uma tarde eternamente solitária. O único barulho que ouvia era das patinhas de seu cachorro e do vento entrando pela janela.No momento, a garota sozinha, está deitada de barriga pra baixo no chão de sua sala, com algumas folhas coloridas em volta e com uma caneta em sua mão esquerda. Não há nada a fazer. O cabelo está desarrumado e o velho pijama não sai de seu corpo á alguns dias.
Ela se sente arrepiada. Seu cachorro se aproxima. Seu cachorro apóia-se sob as costas geladas da garota.
Ela passa a mão em seu rosto e não consegue sentir seu calor ou seus movimentos.
A garota se sente aflita e arrepiada. A garota não é a mesma.
Ela não entende. Ninguém a entende.
A garota está morta.
A garota está morta e ninguém entendeu, ninguém quis entende-la.
Ninguém a entendia, e agora a garota está morta.


(fina)

aviso.

Aviso aos seres humanos que eu vejo na rua todas as manhãs:
Por favor, tratem de desenhar sorrisos em seus rostos, pois eu não agüento mais acordar cedo e me deparar com um bando de zumbis.

domingo, 24 de agosto de 2008

natural blues.


Além do final do domingo estar péssimo, sou obrigada -literalmente- a ler um livro depressivo, cheio de drogas e com desgraça jorrando. Será que a escola nao tem como mostrar a realidade de outra forma? Eu, por exemplo, nao vou mudar um centimetro da minha opnião e do meu modo de ver sobre as drogas. Será que os ''jovens'' vão? hmmmm..

A voz suave de Paul me ajuda a re-erguer os animos, mais nada assim, muito grandioso.

Sabe quando tu sente que só vc tá em camera lenta e o resto do mundo está voando? então! é assim que eu estou agora.

Deve ser a grande quantidade de filmes ingeridos ( com duas pedras de gelo, por favor)


''qual vai ser a de hoje, hein?''


(aproveito aqui, os parenteses p'ra dizer que esse post é o mais nonsense de todos)


o mundo inteiro girando como uma roda-gigante..hmm drogas né?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Anne Frank.

" 'O papel tem mais paciência do que as pessoas'. Pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia deprimida e estava em casa, sentada com o queixo apoiado mas mãos, chateada e inquieta, pensando se ficaria ou se sairia. Finalmente fiquei onde estava, matutando. É, o papel tem mais paciência, e como não estou planejando deixar que ninguém mais leia esse caderno de capa dura que geralmente chamamos de diário, a não ser que algum dia encontre um verdadeiro amigo, isso provavelmente não vai fazer a menos diferença."

(O diário de Anne Frank - página 16).

sábado, 2 de agosto de 2008

Será? será?

Do jeito que eu ando tão pensando nesse tédio acho que a solução é escrever.
Mais será que resolve?
Será que eu guardando pra mim só, já não melhora? Senão, do'que adiante perder minutos, horas, dias, escrevendo? Para os outros lerem e criticarem? Ou pra gravar nosso pensamento no papel?
Será por isso os jornalistas, escritores, têm vidas diferentes dos demais? Ou será que eles são seres superiores e têm a imensa capacidade de transformar vontade, sentimento, pensamento, noticia, em linhas e mais linhas, onde cada um póde imaginar de um jeito, ou, mudar o pensamento do escritor em outro pensamento?
Será também que quem escreve é uma pessoa confusa? Ou será que o mundo chegar ser tão sem graça que quem escreve só pensa no dinheiro que vai ganhar inventando estórias e reportagens pra causar polemica ou para distrair as pessoas com a finalidade que elas esqueçam por alguns minutos a vida chata e apressada que elas vivem?
Tudo isso eu não faço a minima, gostaria de ter alguma resposta, mais acho que eu só consiga mesmo, eu mesma respondendo, através da escrita. Talvez sim, talvez não.

(fina)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Imaginar pra não chorar

Estaria feliz com um quarto todo branco, com uma cama branca, com algumas canetinhas, lençóis brancos, uma maquina fotografica polaroid, uma geladeira com coca-cola e suco de laranja, um rádio e um manequim branco.
O quarto seria arredondado, com uma pequenina janela de frente pruma arvore sem folhas com um fundo branco. Ocuparia meu tempo colorindo o chão e riscando as paredes, eliminando meu odio e tédio pelo mundo.
Eu ofereceria copos de suco para o meu companheiro de quarto ( o manequim branco) ele teria tatuagens de canetinha por todo o corpo e vestiria uma meia-calça colorida.
Com o passar dos anos as lindas paredes brancas estariam feias e com fotos coladas nelas, e eu gostaria disso, isso iria me trazer uma certa calma.
No rádio só tocaria beethoven, e aos fim-de-semana ouviria Beatles o dia inteiro.
Da janela eu alcançaria a árvore e amarraria linhas desfiadas do meu suéter e daria nós nos galhos.
Eu viveria muito bem no meu mundo, no meu quarto, na minha imaginação.

(fina)