segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Era uma tarde eternamente solitária. O único barulho que ouvia era das patinhas de seu cachorro e do vento entrando pela janela.No momento, a garota sozinha, está deitada de barriga pra baixo no chão de sua sala, com algumas folhas coloridas em volta e com uma caneta em sua mão esquerda. Não há nada a fazer. O cabelo está desarrumado e o velho pijama não sai de seu corpo á alguns dias.
Ela se sente arrepiada. Seu cachorro se aproxima. Seu cachorro apóia-se sob as costas geladas da garota.
Ela passa a mão em seu rosto e não consegue sentir seu calor ou seus movimentos.
A garota se sente aflita e arrepiada. A garota não é a mesma.
Ela não entende. Ninguém a entende.
A garota está morta.
A garota está morta e ninguém entendeu, ninguém quis entende-la.
Ninguém a entendia, e agora a garota está morta.


(fina)

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