domingo, 13 de julho de 2008

Ô palhaço de Deus.

Com um pó branco sobre seu rosto e uma pesada maquiagem em seus olhos, o palhaço que em festinhas, lojas, esquinas, faz sorrisos por aí, está agora, sentado torto , cabisbaixo, em um sofá sujo e rasgado, chorando caladamente durante horas.

Levantou se e foi até o banheiro , diante do espelho, limpou seu rosto - no momento sem expressão alguma- andou uns quatro passos até a cozinha, abriu o frasco de seu rémedio anti-depressivo, despejou sob suas mãos, engoliu um por um - setenta e oito comprimidos.

Foi assim, os ultimos momentos daquele que alegrava pessoas, disfarçando sua infinita tristeza, através de cilios postiços e um grande nariz vermelho.

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